quinta-feira, 6 de outubro de 2011

SE CRISTÃO TEM PREGUIÇA DE PENSAR, ATEU É COVARDE


Depois de ler mais uma a reportagem sobre cristãos que estão no corredor da morte de países islâmicos, neste ultimo caso no Irã, faço a seguinte argumentação: Se ser cristão segundo o evolucionista é ter preguiça mental, por afirmar que a criação do mundo é obra de Deus, ser ateu é ser um COVARDE, por deixar que os muçulmanos morram e matem por uma mentira. Uma coisa para mim é óbvia, se é verdade que não existe divindade alguma por trás da criação, Alá ou Deus, então a verdade é o evolucionismo, por que nenhum ateu é capaz de enfrentar a morte em países muçulmanos>
Que ateu terá capacidade de deixar o conforto de sua casa, seus familiares, seus bons salários nas faculdades mais famosas, cargos e empresas bem sucedidas para ir ao oriente médio "pregar" sua verdade existencial, e pelo menos ajudar um muçulmano a não perder sua vida com erro tão grotesco.
Digo sem medo: COVARDES!

4 comentários:

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  2. por mais que se tente afirmar o contrário,
    ateísmo não é uma doutrina - isto é mera falácia. e pode ser facilmente demonstrada...

    basta imaginar, por exemplo, um epicuro ateu
    disseminando o ridículo das divindades 2 milênios antes de qualquer lamarck ou darwin.

    o evolucionismo é ridicularizado por muitos céticos. não passa de uma loucura cientifica pop, que decerto passará, assim como os hits relâmpagos das rádios... ademais, é importante lembrar que existem vertentes religiosas, inclusive cristãs, que conciliam de maneira bem ridícula as duas ideias - tipos de criacionismo com evolucionismo neo-darwinista.

    portanto, digo, por não ser o ateísmo uma religião, não há 'verdades existenciais' imanentes abrigadas n'este termo. contente se limita a ser a negação de divindades - só! - sem nada por no lugar. o que ultrapassar isso deve receber outro nome. assim como você pede por uma reflexão sobre o termo 'cristão' no post anterior*, é necessário desvincular uma série de mitos enxertados acidentalmente no termo 'ateu'.

    em síntese, é uma opção pessoal que pode se manifestar de forma livre [seja n'um meio acadêmico com docentes e discentes que esbanjam sua pseudo-erudição e usam de escárnio com os 'fiéis, ou ainda em meio a uma horda de bárbaros roqueiros, na misantropia, na solidão e silêncio... podem ser vários os casos e motivações] não é muito interessante esperar que alguns d'eles se disponham a morrer por uma confusão que não criaram, e que não será resolvida com o discurso: 'deus não existe, parem de se dilacerar por uma mentira'.

    o flagelo da guerra que assola alguns países, nada tem que ver com religião, monoteísmo e afins. antes com ganância humana sem limites. ater o pensamento em rinhas do tipo 'vocês tem preguiça mental - vocês são covardes', não trará benefício algum a quem quer que seja.

    * * *

    existem muitas pessoas pelo mundo afora querendo o bem e a paz. deus não é o único caminho para ela. talvez o menos indicado até... posto que ideias 'não movem montanhas', nem fés, apenas atitudes. mas não qualquer ação impensada como bancar o mártir a guisa de seus missionários super-corajosos, que perdem em vão suas vidas aqui a espera de recompensas no além-mundo hereditário - como se catequizar 'os eleitos' fosse... só uma maneira de fugir do mundo, aumentar a família sem nunca resolver seus problemas.

    deflagrar insultos ásperos contra alguns de pensamento oposto ao nosso, apenas alimenta o já imenso e obeso ódio entre ideologias. e ainda mais estranho quando se se diz seguidor de alguém que ridicularizava sacerdotes, fariseus [malafaia, piper, graham] e elogiava os samaritanos [ateus, hindus, macumbeiros].

    por favor, não faz isso!, e se estas reflexões te persuadirem a desistir d'esta atitude, passe o ensino adiante. se existem ateus que são rudes e enérgicos, se existem religiosos que também o são, não significa que todos devem ser.

    podemos escolher como agir e pensar...
    que a vida nos leve a cultivar o afeto com todos, assim como fez em seu tempo o sábio yeshua!

    mui atenciosamente, lucio
    ateu, não-evolucionista,
    anti-cientificismo,
    tranquilo, naturalista e FeliZ... :)


    ____________________________________
    * a propósito, loucos que por fanatismo político comentem atrocidades e se dizem religiosos, não são nenhum banquete para ateus. aquele que não percebe que tal atitude nada tem que ver com a fraternidade preconizada por antigos como siddhārtha, yeshua e sobretudo krishna, tomando-a por argumento em suas disputas sócio-religiosas, deve ser chamado néscio, não ateu. muito embora seja necessário que alguns 'fiéis' reconheçam que há muito fanatismo político nas linhas do antigo testamento [e dos vedas], motivador de atrocidades que somam bem mais que 90 mortes... essa estória de deus-ultra-santo que abominava idolatria e tinha de cumprir a todo custo 'suas promessas' ao povo, e que para tanto dizimou centenas de milhares é assaz rude para ser ensinada as doces crianças.

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  3. Olá Lucio, muito obrigado pela postagem. Gosto de debater com quem tem CORAGEM e sabe argumentar de forma sadia. Quero contra argumentar nessas ultimas linhas que você afirma: "dizimou centenas de milhares é assaz rude para ser ensinada", para isso você tem que admitir que existe um padrão de JUSTIÇA absoluto para julgar injusto o que possivelmente Jeová fez ou mandou fazer. Pergunto quem é esse padrão?

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  4. sim!,

    não lembro o que estava procurando, mas esbarrei com o titulo curioso da postagem e desejei manifestar um pensamento diferente. coisas da internet: quando se pesquisa sobre 'cães', gatos são os resultados. quando se pesquisa sobre 'gatos'... basta seguir a lógica de inversão da rede, haha!

    * * *

    mas tome cuidado com esses vícios de debates... principalmente ao sugerir premissas e absolutos que 'devem ser', inescapavelmente, admitidos! boa parte d'eles podem ser facilmente refutados, enquanto outros poucos rendem a queima de alguns neurônios em arrazoados.

    agora estou de saída,
    mas quando estiver de volta em casa, posto aqui um analise pormenorizada de seu adendo conclusivo à minha argumentação:

    'para isso você tem que admitir que existe um padrão de JUSTIÇA absoluto [...] quem é esse padrão?'

    contudo, posso adiantar que - não - não tenho!

    carpe diem,
    lucio

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